Peça teatral realmente audaciosa, onde um elenco primoroso tem que trabalhar junto para poder realizar. Prevê um grande recurso cenográfico e figurinos. Música ainda não foi feita, mas talvez ocorra.

Plena Idade Média. Período de ignorância e falta de respeito.

Uma jovem, ultrajada com o tratamento que teve de um convento ao lado de sua casa, toma uma decisão drástica. Ela havia levado um calote na partida de vinho que forneceu para as freiras, porque a matrona disse que “não servia, ninguém bebeu”.

A moça começa a peça explicando essa situação, e dizendo que a matrona só aceitou o último carregamento porque ela se vestiu de homem, como o irmão que foi embora, para negociar. E homens, como teria dito a matrona, “servem para negócio”.

A partida de vinho estava com uma boa quantidade de sonífero, porque a menina queria aplicar uma lição naquelas folgadas. Mas o tiro saiu muito pela culatra porque todas as freiras beberam.

Desesperada, ela percebe que algo pode dar muito errado se perceberem que ela é a responsável. E está nesse pé quando um grupo se aproxima do convento, procurando abrigo.

Sem outra opção, ela decide se disfarçar de freira e recebê-los.

O grupo é bem eclético, tem um mouro, um cronista, um frade que não é um, é uma, e a enganação vai bem mais ou menos, a duras penas, e quando a jovem finalmente é descoberta… Um novo grupo bate à porta, também em busca de abrigo.

Agora, todos estão no mesmo barco. Não podem ser descobertos, porque lá fora está nada menos que a Santa Inquisição!

Que na verdade, não é também tanto a Santa Inquisição assim.

O cenário ao longo da peça vai se despencando, são arcos e escadas de pedra aparente, e conforme a peça desenvolve, vemos que o mapa do Brasil se desenhou ao fundo.

Todo o texto da peça é centrado em ações do nosso cotidiano, como as fake news e pós verdade, e como isso já é incrivelmente antigo e ainda faz vítimas pela História.

A idéia é buscar o estilo chanchada, nos dias de hoje exemplarmente apresentada pelo grupo Melhores do Mundo.